i’ve been quite away from this place, as well as from the music production itself. however, this doesn’t mean i’m not completely away from the topic “music”.
a little bit more than two and a half years ago i discovered a whole new world: the world of dj’ing. disc jockeying was always something i really despised, simply as that and out of nowhere. never looked at the guy behind the turntables (now “cdjs”, as if cdjs were still in used these days) as a musician – an artist, undoubtedly, but not a musician. of course this poor judgement of mine never took in consideration the possibility that the person there could be a musician or a “bedroom” producer (while s/he doesn’t own his/her own house hehe). so, shame on my for thinking like that for so long.
in the middle of the 2nd year of the pandemics i started fiddling with the subject, using an old controller (a hercules dj console rmx) and an open source mixing software: mixxx. i enjoyed this thing so much so that a year or so later i bought myself a mixstream pro, because i’m totally pro gears that work independently from computers – that’s why i’m constantly trying to work on setup that work without the need for a computer – unless i’m recording stuff, obviously.
so, while the day my gear will see me again doesn’t come, i will leave you with the latest mix i dropped. hope you guys like it.
eis-me em mais uma postagem sobre alguns discos de triphop que eu gosto. na postagem anterior eu falei do debut da banda (“dummy”). hoje, escrevo sobre o 2o disco do grupo, que aliás tem um nome originalíssimo. #sqn…
também tive contato com ele na mesma ocasião em que ouvi o “dummy”. lembro que consumi-o com a mesma voracidade que o 1o disco. na época em que o escutei, já era notório que eles tinham astrais bem distintos um do outro. confesso que não sei como seria minha reação se eu o tivesse ouvido algum tempo depois de ter tido contato com o álbum de estreia. também não sei se reagiria da mesma forma, caso tivesse escutado os 3 discos da banda de uma só vez. bem…. no geral são faixas imbuídas de um astral bem mais carregado, mais sombrio. não é (MUITO) perturbador, mas também não flerta com a serenidade. acho que você consegue entender.
e a pancadaria começa com “cowboys”. de cara o ouvinte já percebe que aquele clima intimista, meio “xô me aninhar aqui pra escutar essa música consigo”, foi pra vala. um vocal sofrido e uma guitarra árida não deixam você se acomodar no sofá.
“all mine”. talvez essa seja a que mais se assemelha à vibe do 1o disco. essa pegada meio funkeada com o ataque do naipe de metais ficou show, né? diz aí. a minha versão teria linhas de baixo em “legato” em vez de staccato/pizzicato. collab anyone? 😀 a seguir a gente tem aquele bálsamo de felicidade: “undenied”. se você é altamente sugestionável, passe longe da gaveta da cozinha ao ouvi-la. sério.
eu já acho “half day closing” um ponto meio baixo do disco. fico com a sensação de que ela não conseguiu alcançar a “escuridão” que almejava. naturalmente que ela também não é feliz, mas sei lá… faltou um pulso cortado ou coisa afim. e a seguir a banda nos brinda com “over”. de novo os caras nos lembram que não há acordes maiores no disco. é só chororô e depressão. hahah! cadê meu rivotril? xD
“humming”. deveria se chamar “disturbing”. o arranjo de cordas na introdução somado a algo que lembra um theremin (deve ser um sintetizador com um lfo em ação) já dá a deixa de que não vem coisa feliz. “and it’s been so wrong… right now”. eu começo a ficar repetitivo aqui, mas nem posso dizer que a culpa é minha: a linha do disco é toda assim: pra baixo, deprê, cinzenta. que fazer? “mourning air”: outro soco na barriga. outro festival de felicidade. mais idas à cozinha pra pegar uma faca de plástico e cortar os pulsos. +_+ mas ó só: essa linha de baixo é loka hein! (e eu até então não tinha dado bola para esse detalhe, mas a caixa tem muito reverb! o_O)
“how can i forget you / disregard how i feel…” talvez em “seven months” a pessoa consiga realizar a proposta dos versos iniciais da música. e aqui a gente começa a notar uma coisa curiosa: da faixa anterior em diante rola um cansaço, de tanto baixo astral. você percebe claramente porque a estatística de execução das músicas começa a cair praticamente pela metade. and it’s “only you” who can turn my wooden hart. me espanta um tanto essa faixa ser – para mim – a mais bacana do disco e ela ser a 2a mais executada. a folga que a banda dá no climão é mais do que necessária, só que ela só dura 5 minutos, pois logo depois…
vem “elysium”. que é “feliz”. que tem samples. que tem scratches. aliás, esse disco ficou bem marcado por esse fato: se comparado ao dummy a presença desses dois elementos é notoriamente maior.
e a gente chega à derradeira canção do disco. pra mim, a melhor. algo que parece um 808 usado com comedimento, junto com um piano e um arranjo de cordas, elementos que deixaram a música arrebatadora. “i feel so low / on hookers and gin / this mess we’re in”… e essa zona se chama planeta terra, caso você ainda esteja perdido por aí. hahah
nota: veja o clipe de “only you” – mais uma peça do chris cunningham, o mesmo que dirigiu “come to daddy”, do aphex twin.
se você acompanhou a postagem anterior, viu que eu comecei a falar sobre as “listas descompromissadas”. como o tema da lista era triphop, aí vai o 1o disco da lista. vale lembrar que aqui não há preocupação com ordem de relevância ou coisa parecida. são apenas notas a respeito desses álbuns. 😉
eis o disco da ocasião: portishead – dummy. tomei ciência da existência do disco (e da banda) em 98, ou seja, 4 anos depois de seu lançamento. eu diria que foi praticamente amor à primeira vista! “mysterons”, “it’s a fire”, “pedestal”, e o mega hit do disco – “roads” – são petardos animais. claro que não são tapas na orelha, porque não é essa a proposta do estilo, mas seguramente consigo me imaginar em um “bourbon street” aqui em gotham city, fazendo parte de um filme noir, vendo a beth gibbons cantando como se “hanging on in quiet desperation” estivesse, saca?
“roads” fez muito sucesso e para espanto de muitos ela felizmente não ficou cansada. porém, se você me perguntar qual das versões eu escolheria – a da banda, ou a dos caras do “my dying bride” -, eu ficaria com a segunda. o cover não chegou a ser tão matador quanto o cover os gajos do mogwai fizeram para “don’t cry” (eles realmente conseguiram capturar a deprê que a música tem, quando removeram aquela cara meio hard rock/rock ‘n roll), mas vindo de uma banda de doom, tenha certeza de que ficou bem “feliz”.
vale mencionar que a banda lançou um disco contendo remixes de “sour times” e “glory box”. o nome do disco: “glory times”. dentre todas as versões existentes para as duas músicas eu fico com “airbus reconstruction” e “toy box”. a primeira tem uma levada bem diferente do ar pesado e soturno do disco. os riffs de guitarra, bem distorcidos e escancarados, dão à música um ar bem festeiro e animado, bem distinto da versão original. e “toy box”… essa é de tirar o fôlego com uma linha de baixo matadora e um wah-wah que se encaixa não só perfeitamente como nos momentos exatos. os solos de guitarra nos mostram que não é necessário tocar 500 milhões de notas por segundo para que um solo seja campeão. se liga ae, malmsteen!
tempos atrás eu tinha um projeto de motovlog. nisso veio uma mudança de cidade, e a moto passou a ficar mais tempo na garagem do que na rua. com isso, o diário motociclístico acabou ficando de lado.
em uma das ocasiões eu saí com uma idéia na cabeça: por que não fazer listas descompromissadas? diferentemente do protagonista de “alta fidelidade”, que sempre organizava as coisas como “as 5 mais”, me permiti elaborar algo mais relaxado, sem incorrer na problemática de ser injusto com essa ou aquela banda.
a lista descompromissada da ocasião fala de #triphop. movimento surgido na ilha da rainha múmia, cujos nomes mais conhecidos – e que caracterizam o movimento – são: tricky, portishead e massive attack.
pra vocês verem… nesse vídeo eu acabei deixando o tricky de lado, falando bem mais dos outros dois grupos. evidente que isso não quer dizer que tricky seja ruim (“hell is around the corner” é duca!), mas simplesmente não me ocorreu. xD
ao longo dos próximos dias eu posto algumas observações pessoais sobre os discos que citei no vídeo. o link para íntegra dele está na bio. e como o de costume, se você curtiu, então deixa aquele xoinha, bem como um comentário. =) Viel Spaß!